

Alguém se arriscaria a dizer o que é o objeto abaixo:
Não fosse o nome Motorola, dificilmente se diria que isso é um celular. Seguindo o conceito Kawaii, essa é uma nova aposta da fabricante, se diferenciando da febre dos Smartphones.
A palavra japonesa Kawaii seria algo como fofo em português, mas por lá não é apenas uma palavra, tem toda uma cultura envolvida.
Parece um brinquedo, nem precisaria dizer que é japonês. Muitas outras coisas curiosas aparecerão pela frente, é só aguardar.
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15
dez
2008
Em 2008 se comemora 100 anos da imigração japonesa. Em 18 de junho de 1908, aportara em Santos o navio Kasato Maru, trazendo 165 famílias japonesas, atraídas por um promissor mercado de trabalho nas fazendas de café (e trazendo a maravilhosa culinária oriental, apenas um comentário).
Mas parece que foram eles os “descobridores”do Brasil, tamanho destaque dado a este fato na mídia ultimamente. Onde quer que se vá, só se fala nisso. Há falta de assunto para se falar sobre? Ou para que falar de algo mais difícil se tem esses mais fáceis? O comodismo tende a predominar.
Antes que venham a pensar, eu não odeio o Japão (apenas escolhi esse assunto como exemplo). Eu adoro o Japão. Entretando, não suporto mais essa monotonia noticiária. É como se o meio que não se pronunciar sobre a imigração japonesa estivesse atrasado, “por fora”, ultrapassado (podemos até montar a São Paulo News Fashion Week).
A mídia não trabalha de forma independente, ela apenas segue as “tendências” do momento. Seus trabalhos não são autorais, apenas cópias de algo que funcionou quando alguém tentou por acaso. Percebe-se tudo isso nas ondas das “notícias do momento!”, quando todas as capas de jornais as estampam ou todos os canais de TV as exibem.
O que está acontecendo? Tudo parece tão igual. As pessoas, as coisas, os fatos. A mídia pensa saber o que as pessoas querem (e devem) ver. E as pessoas parecem confirmar isso. Temo a sociedade entrar num ciclo degradativo em que a espécie retroceda para tempos quando ainda éramos macacos. Com essa preguiça de pensar, não demorará muito.
26
jun
2008
